Olá queridas (os), hoje trouxe para vocês a resenha de um livro que li na semana passada, “A Culpa é das Estrelas, o primeiro livro do autor que eu li. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
Hazel Grace, protagonista que dá voz ao livro “A Culpa é Das
Estrelas“, é uma adolescente de dezesseis anos, que mora em Indianápolis, adora
reality shows e que luta contra um câncer de tireóide desde os treze anos. Apesar
de manter-se viva graças a um milagre da medicina que detém a metástase em seus
pulmões, o que faz ela andar com um tubo de oxigênio por onde seja que for. Hazel
vê-se como uma doente terminal e não tem grandes prazeres, a não ser ler e
reler diversas vezes um mesmo livro, chamado “Uma aflição imperial“ - que a
deixa intrigada e curiosa em saber o que acontece com seus personagens após o
final da narrativa- e frequentar um grupo de apoio ao câncer, no qual seus pais
incentivam-na muito a ir. Mesmo contrariada ele frequentava. Durante as visitas
ao grupo de apoio ela conhece Augustus Waters, um jovem de dezessete anos, bonito,
engraçado, interessante e inteligente, sobrevivente de um osteosarcoma que o
deixou sem uma perna e que foi ao grupo acompanhando o amigo Isaac, que está
prestes a ficar cego por causa de um câncer no cérebro.
Augustus (ou Gus) consegue mostrar a Hazel novas
perspectivas acerca da vida e da morte. Os dois jovens aprendem muito um com o
outro e decidem buscar a realização de seus sonhos. A intenção de ambos é não
serem vistos como “coitadinhos”, embora, inevitavelmente, às vezes detectem
olhares e comportamentos que mostram que é assim que muitos portadores da
doença são percebidos pelas outras pessoas. O senso de humor de Hazel e Gus
chega a surpreender no decorrer da narrativa, já que eles fazem piadas sobre a própria
situação, tratando de assuntos normalmente delicados com sarcasmo e ironia.
Um dos pontos mais interessantes do livro é a maneira como
Hazel e Augustus expressam o amor um pelo outro. É comum ouvirmos casais
dizendo “Eu vou amar você sempre”, “Nosso amor nunca vai acabar” ou então
“Sempre estarei ao seu lado”. Assim, eles juram um amor que será eterno. Mas
Hazel e Gus são diferentes: eles são mais cuidadosos no modo como veem a si
mesmos, acham que o “para sempre” é uma expressão forte e injusta, não apenas
porque têm consciência de suas condições, mas porque sabem que em algum momento
todos nós vamos morrer ou então nos apaixonar por outras pessoas. Nada na vida
tem regra, nem é eterno, por isso a expressão que escolheram para representar o
amor que sentiam foi outra: “O.k”.
O relacionamento amoroso entre os dois é bonito, inocente,
inspirador e leal. Deve ser muito difícil se apaixonar por uma pessoa doente e
não saber o tempo de sobrevivência ou por quanto tempo àquela pessoa ficará ao
seu lado. A dedicação do Augustus com a
Hazel é apaixonante.
O final do livro não é previsível, tampouco forçado para
agradar os leitores que se encantam pelos protagonistas. Deixa um convite à
reflexão acerca de uma realidade cruel, além de um bonito exemplo de superação
e coragem.
Trechos do livro:
"Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas
um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos
condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó,
e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu
estou apaixonada por você."
“Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe
uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e
uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0
e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros… Há
dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto
ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter...”
“Mas eu acredito em amor verdadeiro, sabe? Não acho que todo
mundo possa continuar tendo dois olhos nem que possa evitar ficar doente, e
tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo
menos até o fim da vida da pessoa.”
Se você ainda não leu o livro e fico super curioso após ler esse post, clique aqui e faça o download do livro em pdf. Espero que tenham gostado da resenha. A próxima resenha será do livro "O menino do Pijama Listrado".






Surpreendente! Me fez chorar e me sentir fazendo parte da história!
ResponderExcluirEle é muito bom mesmo. :)
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